Em meio a uma crise sem precedentes, a SAF do Botafogo foi anunciada à venda em um jornal da Inglaterra. A Eagle Bidco, empresa que é proprietária do clube, além de outros dois times — o RWDM Brussels, da Bélgica, e o Lyon, da França —, comprou um espaço no “Financial Times”, veículo do setor empresarial, para ofertar os três clubes.
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A Eagle Bidco disponibilizou um e-mail para potenciais interessados em adquirir os clubes. Até recentemente administrada por John Textor, a empresa passou a ser controlada pelo fundo Ares Management, após o empresário americano ser afastado judicialmente por não cumprir o pagamento de dívidas.
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Textor, entretanto, ainda permanece como controlador do Botafogo devido a uma liminar da Justiça do Rio de Janeiro. O empresário enfrenta um período de instabilidade depois de aumentar as dívidas do clube e pode perder o controle do alvinegro a qualquer momento.
Um relatório divulgado pelo Botafogo no último fim de semana apontou que o clube possui uma dívida de curto prazo (a ser quitada em até 12 meses) superior a R$ 1,6 bilhão. O passivo total da SAF, que foi assumida por Textor em 2022, já ultrapassa R$ 2,7 bilhões, mais que o dobro do valor acumulado na época do clube associativo.
Em meio a cortes de pessoal, o Botafogo enfrenta atrasos nos salários de funcionários e do elenco profissional. O clube também não pagou a última parcela do Regime de Centralização de Execuções (RCE) e corre risco de sofrer penhoras.
Além disso, o Botafogo foi condenado pela Câmara Nacional de Resolução de Disputas, órgão ligado à CBF, devido a dívidas de transferências, e está impedido de registrar novos reforços.



