O Botafogo foi alvo, nesta segunda-feira (11/5), de mais um transfer ban aplicado pela Fifa, chegando ao terceiro bloqueio ativo no sistema da entidade máxima do futebol. A nova punição, desta vez relacionada à contratação de Thiago Almada, impede o clube carioca de registrar jogadores por tempo indeterminado.
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A sanção foi motivada por uma dívida com o Atlanta United, dos Estados Unidos. De acordo com informações do ge, o Botafogo pagou apenas a primeira parcela do acordo referente à transferência do meia argentino, no valor de 10 milhões de dólares, cerca de R$ 49 milhões na cotação da época. A segunda parcela, que estava prevista em contrato assinado em fevereiro, não foi quitada dentro do prazo estipulado.
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Nos bastidores, a gestão da SAF alvinegra, liderada por John Textor, tentou negociar uma prorrogação do vencimento junto ao clube norte-americano. No entanto, o atraso acionou uma cláusula contratual considerada rígida pelas partes envolvidas. A multa prevista pelo descumprimento pode ultrapassar o dobro do valor original da dívida e teria exigência de pagamento imediato.
O cenário amplia a pressão financeira sobre o clube. Antes mesmo do caso Almada, o sistema disciplinar da Fifa já registrava outras duas punições contra o Botafogo. Uma delas envolve o Ludogorets Razgrad, pela negociação de Rwan Cruz, cuja sanção foi imposta em 20 de abril. A outra se refere à transferência de Santi Rodríguez junto ao New York City FC, oficializada no último dia 7 de maio.
Com três bloqueios ativos, o técnico Franclim Carvalho permanece impedido de receber reforços enquanto as punições estiverem em vigor. A diretoria do Botafogo busca reverter o quadro por meio do processo de recuperação judicial do clube. O departamento jurídico solicitou que os transfer bans sejam vinculados à medida cautelar da recuperação, numa tentativa de obter reconhecimento da Fifa e a suspensão imediata das restrições.
Internamente, o Botafogo aguarda uma resposta da entidade para saber se o argumento jurídico será aceito antes da próxima janela de transferências. Até lá, o clube segue impossibilitado de registrar novos jogadores tanto no mercado nacional quanto no internacional.



