O ativista Thiago Ávila voltou ao Brasil depois de ser deportado por Israel, onde permaneceu detido por mais de dez dias. Ele desembarcou inicialmente no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, na última segunda-feira (11/5), e depois seguiu para Brasília, chegando à noite no Aeroporto Internacional da capital federal.
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No Distrito Federal, Thiago Ávila foi recebido por familiares, amigos e apoiadores da causa palestina. O grupo levou bandeiras, cartazes e entoou palavras de ordem em defesa da Palestina durante a chegada do ativista.
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Thiago foi detido em 29 de abril, durante a interceptação da flotilha Global Sumud, que tinha como destino a Faixa de Gaza para levar ajuda humanitária. A missão reuniu dezenas de barcos e ativistas de várias nacionalidades. O brasileiro participava da ação ao lado do ativista espanhol-paquistanês Saif Abu Keshek. Os dois foram levados para Israel após a operação das forças israelenses e permaneceram sob custódia até serem entregues às autoridades de imigração para deportação.
Após chegar ao Brasil, Ávila declarou que não considera sua detenção uma prisão legal. Segundo ele, a abordagem ocorreu em águas internacionais e violou direitos. O ativista também afirmou ter sofrido maus-tratos enquanto esteve sob custódia.
Thiago ainda disse que pretende continuar participando de ações em defesa da Palestina e de missões humanitárias para a Faixa de Gaza. Para ele, a mobilização internacional ainda é fundamental diante da situação no território palestino.
Israel negou as acusações de tortura feitas pela organização de direitos humanos Adalah, que acompanhou o caso na Justiça israelense. O governo de Israel afirmou que todos os procedimentos seguiram a legislação do país.



