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Moraes entrega a Bolsonaro os argumentos que podem reverter sua condenação

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Uma discussão sobre o acesso e o contexto de dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro voltou a ser relacionada ao processo que levou à condenação  Jair Bolsonaro. No caso Master, o ministro Alexandre de Moraes questionou a utilização de trechos selecionados de mensagens em relatórios da Polícia Federal, enquanto a defesa do ex-presidente havia levantado questionamentos sobre o uso de dados extraídos durante a investigação da chamada trama golpista.

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No julgamento relacionado ao Banco Master, Moraes criticou o que classificou como uma seleção parcial do material. O ministro também pediu que a íntegra dos dados extraídos do celular de Vorcaro fosse disponibilizada aos integrantes do Supremo Tribunal Federal.

A discussão sobre o acesso aos dados também foi levantada por outros ministros. Cristiano Zanin pediu à Polícia Federal a íntegra do conteúdo do aparelho de Vorcaro antes do julgamento. Gilmar Mendes fez solicitação semelhante e afirmou que precisava analisar os dados completos, e não apenas os trechos presentes no relatório.

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A Polícia Federal posteriormente entregou a Zanin e Gilmar a íntegra do material extraído do celular. Outros ministros também receberam os dados, entre eles o próprio Moraes.

A questão ganhou relação com o processo de Bolsonaro porque a defesa do ex-presidente também havia questionado, durante o julgamento da trama golpista, a forma como elementos obtidos nas investigações foram utilizados. Em fevereiro de 2025, porém, Moraes afirmou oficialmente que os advogados tiveram acesso integral às provas documentadas nos autos, incluindo mídias, laudos e dados extraídos de celulares.

Bolsonaro foi condenado no processo e, posteriormente, sua defesa apresentou uma revisão criminal para tentar anular a condenação. O pedido tem Kassio Nunes Marques como relator e será analisado pela Segunda Turma do STF.

A existência de argumentos semelhantes sobre a necessidade de acesso ao material completo não significa, por si só, que a revisão criminal de Bolsonaro será aceita. A análise do pedido dependerá do conteúdo do processo e da avaliação dos ministros responsáveis pelo julgamento.

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