A Seleção Brasileira vai promover a estreia de vários jogadores no amistoso contra a França, que será realizado em Boston, nos Estados Unidos, nesta quinta-feira (26/03), como parte da preparação para o Mundial. Porém, não serão apenas atletas que entrarão em campo pela primeira vez na próxima partida, mas também o novo uniforme que o Brasil usará na Copa do Mundo de 2026. O lançamento, entretanto, não agradou muitos torcedores, que criticaram alguns detalhes e até mesmo o uso da palavra “canary” para descrever o tom de amarelo da camisa.
++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático
Além disso, o novo uniforme foi alvo de questionamentos nas redes sociais devido a essas escolhas. Muitos torcedores comentaram sobre o visual e os termos empregados, destacando que a aceitação não foi positiva entre grande parte do público.
++ Jovem mata o padrasto para defender a mãe e o inesperado acontece
Em um vídeo que viralizou nas redes sociais, a designer Rachel Denti, que participou do desenvolvimento do uniforme, explicou alguns detalhes do novo modelo. Tanto a gola quanto a meia trazem a inscrição: “Vai, Brasa”. No vídeo, Rachel afirma que a frase é um ditado popular e que os brasileiros “entendem na hora”.
A expressão, no entanto, gerou debate nas redes. Felipe Melo, ex-jogador da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2010, publicou um vídeo questionando o uso do termo.
“Brasil ou Brasa? Eu respeito, respeito muito. Joguei na Seleção Brasileira e confesso que ouvir ‘Brasil’ é maravilhoso. Desde pequeno fui aos estádios e sempre escutei ‘Brasil’. Nunca ouvi alguém gritar ‘vai, Brasa’. Parece nome de churrascaria”, afirmou o ex-volante.
Outro ponto que chamou atenção foi a escolha do amarelo “canary”. Em outro trecho da entrevista, Rachel Denti explicou que utilizou o tom “canary” (canário, em inglês) na camisa, justificando que é uma cor que “todo mundo reconhece”.
A utilização do termo em inglês foi vista como contraditória, já que a própria designer ressaltou que a ideia do uniforme era afirmar que Brasil se escreve com S, e não com Z, como é escrito em inglês (Brazil).
Outro aspecto que gerou críticas foi a campanha publicitária da Nike, fornecedora do material esportivo, junto à Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Assim como em campanhas anteriores, a divulgação, com ritmo de funk, destacou a periferia e as favelas do Brasil, apresentando o uniforme como parte da identidade das comunidades mais pobres do país.
O preço cobrado, porém, está longe de ser acessível para a população de baixa renda. A versão mais cara do uniforme custa R$ 750, quase metade de um salário mínimo. Existe uma versão mais “popular”, a chamada “torcedor”, que sai por R$ 450, valor ainda considerado alto para a maioria dos brasileiros.
Não foi apenas a camisa amarela que recebeu críticas. O tradicional segundo uniforme azul também foi alvo de comentários negativos. A peça foi lançada em uma parceria (“collab”) com a Jordan Brand, marca ligada ao basquete pertencente à Nike.
A Jordan já fez parcerias com outros clubes de futebol, como o PSG, da França, mas esta é a primeira vez que uma seleção nacional recebe o logo da marca. A decisão gerou polêmica, já que o símbolo da Jordan é a ilustração do ex-jogador de basquete Michael Jordan, considerado o maior da modalidade, fazendo uma enterrada.
Críticos sugerem que o uniforme poderia ter uma adaptação, como a imagem de Pelé em sua comemoração icônica como símbolo na camisa, por exemplo.
A polêmica poderia ter sido ainda maior, já que a ideia inicial para o uniforme 2 da Seleção Brasileira em parceria com a Jordan era que ele fosse vermelho. A camisa chegou a ser produzida no início de 2025, mas acabou sendo vetada e adaptada para o azul após Samir Xaud assumir a presidência da CBF.



