A motosserra, hoje associada à indústria madeireira, foi inicialmente desenvolvida no final do século XVIII com finalidade médica. Criada pelos médicos escoceses John Aitken e James Jeffray, a ferramenta era utilizada em procedimentos como a sinfisiotomia, técnica que envolvia o corte de ossos da pelve para facilitar o parto em casos extremos.
Na época, o parto representava um alto risco para mães e bebês, especialmente pela ausência de anestesia eficaz e condições adequadas de higiene. Intervenções como a cesariana eram consideradas último recurso e frequentemente resultavam em morte.
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O primeiro modelo da motosserra era manual e tinha funcionamento baseado em uma corrente com dentes, semelhante a um mecanismo de relógio, acionado por uma manivela. O instrumento permitia cortes mais rápidos e controlados em comparação a métodos anteriores utilizados para separar ossos.
Com o tempo, a ferramenta passou por adaptações e chegou a ser mecanizada no século XIX, ampliando seu uso em procedimentos médicos. No entanto, acabou sendo substituída por outros instrumentos mais eficientes e seguros, como a serra de fio de Gigli, utilizada em cirurgias ósseas.
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A partir do início do século XX, a motosserra foi incorporada à indústria madeireira, onde passou a ser utilizada no corte de árvores, função pela qual se tornou amplamente conhecida.
O contexto histórico também evidencia as condições precárias da medicina em períodos anteriores. Relatos médicos do século XIX descrevem procedimentos realizados em ambientes improvisados, sem estrutura adequada, o que aumentava significativamente os riscos para os pacientes.
Com os avanços da medicina, incluindo anestesia, técnicas cirúrgicas e controle de infecções, os procedimentos obstétricos se tornaram mais seguros, reduzindo a necessidade de intervenções invasivas como as realizadas no passado.



