A enfermeira psiquiátrica Ann Burgess teve papel central na mudança de abordagem do FBI na análise de crimes violentos, ao propor um método baseado no estudo das vítimas. A atuação ocorreu quando os agentes Robert Ressler e John Douglas acumulavam entrevistas com assassinos em série, sem uma estrutura científica definida para análise.
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Ao ter acesso ao material, Burgess apontou a ausência de método na investigação: “Isso não é investigação. São só histórias. Não existe método científico aqui”.
Enquanto os agentes concentravam esforços nos relatos dos criminosos, ela direcionou o foco para as vítimas, argumentando que o comportamento do agressor poderia ser compreendido a partir da forma como escolhia e atacava. “Me falem das mulheres que eles mataram. Quem elas eram de verdade?”.
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A partir dessa abordagem, foram desenvolvidos protocolos e questionários que ajudaram a estruturar o perfil criminal moderno. O método também contribuiu para a compreensão de que crimes sexuais estão ligados a dinâmicas de poder, e não apenas ao desejo.
Apesar da influência no desenvolvimento dessas práticas, o reconhecimento público ficou concentrado nos agentes envolvidos. Na série Mindhunter, a contribuição de Burgess foi representada por uma personagem fictícia, sem referência direta à sua trajetória.
Ao longo dos anos, seu nome permaneceu pouco associado ao avanço da área. Atualmente, próxima dos 90 anos, Burgess segue atuando como professora e consultora, enquanto sua participação na construção de métodos investigativos começa a ser mais amplamente reconhecida.



