Há cerca de duas décadas, Lázaro decidiu abandonar o estilo de vida urbano e passou a viver isolado em uma área rural entre os municípios de Fortaleza de Minas, São Sebastião do Paraíso e Pratápolis. Cercado por mata nativa, cachorros resgatados, macacos silvestres e até uma cascavel, ele construiu uma rotina baseada na autossuficiência e no contato direto com a natureza.
Lázaro vive em dois sítios herdados da família, em uma região sem estrada asfaltada, supermercados próximos ou vizinhos por perto. O cotidiano é sustentado por trabalho manual, fogão a lenha, água de córrego e produção própria de alimentos. “Você mora na roça, comprar comida é vergonha”, resume ele ao explicar a lógica da vida que escolheu levar.
++ Lesão de Neymar preocupa Seleção Brasileira e presença em amistosos é incerta
Entre os animais que convivem diariamente com o morador está uma cascavel que vive próxima ao paiol da propriedade há anos. Segundo Lázaro, o animal costuma aparecer em busca de ratos e nunca demonstrou comportamento agressivo. “Gratuitamente ela não te pega não”, afirmou ao relatar que já chegou a pisar acidentalmente na cobra sem ser atacado.
A convivência com macacos também faz parte da rotina. Uma família de primatas frequenta a propriedade há pelo menos quatro gerações. Os animais se aproximam da casa, recebem frutas e doces naturais e reconhecem Lázaro como alguém seguro.
Além disso, ele afirma que cerca de 60% da área permanece preservada como mata nativa. O morador evita desmatamento, utiliza apenas madeira seca caída naturalmente e mantém árvores frutíferas para alimentar animais silvestres.
++ Zé Felipe segue Alanis Guillen após sugestão de babá e fãs reagem nas redes sociais
Segundo Lázaro, a decisão de preservar a vegetação não surgiu de ativismo ambiental, mas da convivência prática com a natureza ao longo dos anos. “Preservar é mais fácil do que recuperar”, defende.
A história ganhou repercussão nas redes sociais justamente pela forma simples como ele decidiu viver, distante da rotina urbana, dos custos da cidade e do consumo constante.



