O Morgan Stanley projetou um cenário de forte pressão sobre os ativos brasileiros após a eleição caso o próximo governo mantenha a atual política econômica sem apresentar uma estratégia considerada confiável para as contas públicas. Na avaliação mais negativa do banco, o dólar poderia se aproximar de R$ 6, enquanto os juros de longo prazo chegariam a 18% ao ano e o Ibovespa teria quedas de até 35% em dólares.
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A principal preocupação da instituição está na trajetória fiscal prevista a partir de 2027. O Morgan Stanley considera que uma combinação de crescimento mais fraco, inflação persistente e juros elevados pode limitar o espaço para uma política fiscal sem ajustes e elevar o prêmio de risco cobrado pelos investidores.
Nesse cenário, a pressão sobre o mercado poderia atingir diferentes ativos. O dólar avançaria para perto de R$ 6, os juros de longo prazo subiriam para 18% ao ano e o Ibovespa recuaria aproximadamente 25% quando medido em reais. Em dólares, a queda estimada chegaria a 35%.
O banco, porém, também considera uma possibilidade diferente para o período pós-eleição. Caso o próximo governo apresente um plano plurianual considerado crível para controlar as contas públicas, os prêmios de risco poderiam diminuir, favorecendo o fortalecimento do real e abrindo espaço para uma redução dos juros.
A eleição, nesse contexto, aparece como um dos principais fatores de atenção para os mercados brasileiros nos próximos meses. Para o Morgan Stanley, a percepção de risco pode aumentar caso o próximo governo não consiga apresentar uma estratégia considerada convincente para a trajetória da dívida pública.


