No último final de semana ocorreram as eleições presidenciais no Brasil e um caso inusitado envolvendo uma médica de Goiás tem chamado atenção nas redes sociais. O motivo para isso é porque a profissional de saúde sugeriu que pacientes ligados ao PT não recebessem alta durante o dia das votações. A médica em questão é Marcella Segato de Sousa Melo, chefe da ginecologia e obstetrícia da Maternidade Célia Câmara, em Goiânia.
O episódio aconteceu dois dias antes do primeiro turno, quando Marcella publicou mensagens em um grupo privado de WhatsApp que reúne profissionais da unidade. Na conversa, a médica teria orientado os colegas a não concederem alta durante o sábado e o domingo, alegando que “a maioria é petista”. A mensagem, que foi registrada em prints divulgados pela imprensa, rapidamente ganhou repercussão.
Após a divulgação do caso, Marcella se pronunciou ao portal G1 e pediu desculpas às pacientes e seus familiares, além de colegas, internos e ao próprio hospital. A médica afirmou lamentar profundamente que suas mensagens tenham destoado do compromisso que sempre orientou sua atuação profissional. Ela também declarou que a mensagem não teria se transformado em uma conduta inadequada e que nenhuma paciente teve a alta atrasada ou negada em razão do episódio.
Diante da repercussão, a administração da Maternidade Célia Câmara informou que abriu uma apuração interna e retirou Marcella da escala da unidade durante a investigação. O hospital ressaltou que as mensagens representam opiniões pessoais e não refletem o posicionamento da instituição.
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A direção também reforçou que decisões sobre internação, permanência e alta devem seguir exclusivamente critérios clínicos, técnicos, éticos e de segurança do paciente, independentemente de posicionamentos políticos, ideológicos ou religiosos. A Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia também abriu uma apuração administrativa, enquanto o Conselho Regional de Medicina de Goiás solicitou esclarecimentos sobre o caso.


