O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está sendo incentivado por integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) a preencher a vaga deixada por Luís Roberto Barroso ainda em 2026, mesmo que seja derrotado por Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial. Segundo informações publicadas pelo Metrópoles nesta segunda-feira (12), a articulação busca garantir uma nova indicação à Corte antes do fim do atual mandato.
A possibilidade ganhou força diante da avaliação de que Lula e Flávio dificilmente chegariam a um acordo sobre o preenchimento da cadeira. Embora seja comum que presidentes derrotados negociem nomeações importantes com seus sucessores, integrantes do Judiciário consideram improvável que isso aconteça entre os dois candidatos.
O principal nome discutido nos bastidores é o de Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Senado e atual ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Aliado de Davi Alcolumbre (União Brasil), presidente do Senado, Pacheco é visto como uma alternativa com maiores chances de aprovação entre os parlamentares.
A escolha, no entanto, enfrenta resistência do próprio Lula. De acordo com a reportagem, o presidente ficou insatisfeito com a decisão de Pacheco de não disputar o governo de Minas Gerais nas eleições deste ano. A indefinição sobre a candidatura também teria dificultado a construção de outra alternativa para a disputa estadual, vencida pelo senador Cleitinho (Republicanos).
Diante desse cenário, ministros do Supremo estariam tentando convencer Lula a reconsiderar o nome de Pacheco. A avaliação é de que uma indicação aprovada ainda neste mandato reduziria de quatro para três o número de vagas que Flávio Bolsonaro poderia preencher na Corte, caso vença a eleição presidencial.
Outra possibilidade seria insistir na indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, cujo nome já foi rejeitado pelo Senado em abril deste ano. A alternativa, porém, enfrenta um obstáculo adicional: uma regra interna da Casa impede que uma indicação rejeitada seja novamente apreciada na mesma sessão legislativa.
Além disso, Messias mantém ligação com o ministro André Mendonça, que tem uma relação de atritos com Alcolumbre. Esse cenário é apontado como mais uma dificuldade para uma eventual aprovação.
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Enquanto a definição permanece em aberto, o nome de Jorge Oliveira, ministro do TCU, aparece entre os possíveis indicados ao Supremo em um eventual governo Flávio Bolsonaro. Advogado e major da reserva da Polícia Militar do Distrito Federal, Oliveira foi ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência durante o governo Jair Bolsonaro.
O atual ministro do TCU também trabalhou na Câmara dos Deputados, onde atuou como assessor parlamentar de Jair Bolsonaro e de Eduardo Bolsonaro. Em 2020, foi indicado ao Tribunal de Contas pelo então presidente da República.
Até o momento, não há uma nova indicação formal de Lula para a vaga no STF. A escolha depende de uma decisão do presidente e, posteriormente, da aprovação do Senado Federal.


