A influenciadora digital Apoline passou por uma situação revoltante e extremamente constrangedora durante uma internação médica em Recife (PE). Em entrevista exclusiva ao portal LeoDias, ela desabafou e contou detalhes do pesadelo vivido no hospital Memorial Star, onde foi internada no dia 30 de abril para realizar uma cirurgia.
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Mesmo apresentando seus documentos oficiais, que já estão retificados há anos para o sexo feminino, todo o seu cadastro, prontuário e pulseira de identificação foram registrados com o sexo masculino. Esse erro grave e desrespeitoso passou despercebido por Apoline inicialmente, mas teria sido notado por toda a equipe da unidade de saúde.
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Apoline explicou que enfermeiros, técnicos e nutricionistas tiveram acesso ao seu prontuário, onde constava o nome “Apoline da Silva” vinculado ao sexo masculino, mas ela afirma que nenhum colaborador a avisou sobre a inconsistência. A descoberta só ocorreu no dia seguinte à cirurgia.
Ao analisar o papel que acompanhava uma de suas refeições no quarto, a influenciadora percebeu a classificação incorreta de seu gênero. Na mesma hora, avisou o cirurgião responsável, que também teria ficado surpreso. Indignado com a situação, o médico se solidarizou com a paciente e foi cobrar explicações diretamente da direção do hospital.
Representantes da unidade de saúde tentaram pedir desculpas pelo erro
De acordo com o relato de Apoline, representantes do hospital foram até o quarto para pedir desculpas e trataram o caso como um simples “erro administrativo”, sem apresentar justificativa convincente. Durante a conversa com duas funcionárias, sendo uma delas grávida, a influenciadora fez um desabafo sobre a dor de ser invalidada.
“Falei: ‘Olha, você não vai conseguir sentir a minha dor assim como não vou conseguir sentir a sua dor do parto, porque você não sabe’. Isso é um constrangimento gigante para mim”, contou. O clima tenso permaneceu até a alta médica. Apoline relata que, ao passar pela recepção, sentiu olhares de vários funcionários sobre ela.
A criadora de conteúdo disse que a equipe do hospital chegou a colocar uma nova pulseira corrigida em seu braço e tentou recolher os documentos antigos. No entanto, ela não aceitou: se recusou a devolver os papéis errados e guardou a primeira pulseira como prova do constrangimento que enfrentou desde a internação até a saída.
Agora, o caso será levado à Justiça. Em suas redes sociais, Apoline formalizou a denúncia e informou que sua equipe jurídica já está com todo o material. “Ressalto que essa situação não se trata de um mero erro administrativo, mas de uma violação à minha identidade e dignidade, além de descumprimento das normas legais vigentes sobre o reconhecimento da identidade de gênero”, declarou a influenciadora em seu Instagram.
O portal LeoDias entrou em contato com o hospital, mas não obteve resposta até o fechamento desta reportagem. Assim que houver um posicionamento, a nota será atualizada.



