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Ivete Sangalo e Claudia Leitte confirmadas na 30ª Parada do Orgulho LGBTQIAPN+ em SP em 2026

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A Parada do Orgulho LGBTQIAPN+ de São Paulo, promovida pela APOLGBT-SP (Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo), divulgou os primeiros detalhes da 30ª edição do evento, marcada para começar às 10h do dia 7 de junho de 2026, na Avenida Paulista. A programação vai contar com 14 trios elétricos, reunindo artistas, coletivos, ativistas, organizações sociais e marcas parceiras.

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Neste ano, em meio à diminuição de patrocínios, a organização recebeu a adesão de artistas que, em sinal de apoio à causa, confirmaram presença abrindo mão dos cachês tradicionais ou participando apenas com apoio para custos operacionais e deslocamento. Entre os nomes já confirmados estão Pepita, Diego Martins, Jup do Bairro, Diveras, Isma, Katy da Voz e As Abusadas, Bombeat, MC Soffia, MC Trans, Zumbicore, Dornelles e Melody.

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Com o tema “30 Anos Parada SP: A rua convoca, a urna confirma”, a edição deste ano propõe um debate sobre a importância da mobilização social e da participação política para a garantia dos direitos da população LGBT+, relacionando a ocupação das ruas à relevância do voto e do engajamento cidadão. O evento reúne artistas, coletivos e ativistas para celebrar os 30 anos da maior manifestação LGBT+ do mundo.

Neste ano, por conta das obras na região, os trios circularão pelo lado ímpar da Avenida Paulista, e o público está sendo orientado a acompanhar a Parada pelas ruas Haddock Lobo e Bela Cintra.

Artistas celebram a participação:

“Eu não poderia deixar de participar de um espaço que sempre acolheu, fortaleceu e deu visibilidade para a nossa comunidade. Estar na Parada de São Paulo este ano é uma escolha, porque nem tudo pode ser sobre dinheiro quando falamos de resistência, representatividade e vidas. Nossa comunidade já impulsionou muitas campanhas, muita audiência e muito dinheiro. Agora também é hora de entender quem realmente está ao nosso lado quando os holofotes se apagam”, declara Pepita.

“Esta é minha primeira apresentação na Parada SP, e acredito que não seja por acaso. O momento de continuar fazendo história é agora. A onda de conservadorismo que enfrentamos caminha junto com nossas conquistas, e nossa luta em destaque ainda incomoda quem não aceita que tenhamos uma vida digna. Construo minha trajetória com muita luta, assim como tantos outros corpos LGBT+. Por isso, mais do que nunca, é hora de unirmos nossas vozes e mostrarmos que não vamos retroceder. Vamos para as ruas e vamos para as urnas”, diz a cantora Jup do Bairro.

“Faço arte para ganhar dinheiro, mas também por disputa política. Meu corpo, no palco, já conta uma história. Fiz questão de aceitar participar da Parada sem cachê porque foram movimentos como a Parada que permitiram que hoje existisse um grande número de artistas LGBT+ vivendo de música no Brasil. Uma coisa leva à outra: posso não estar recebendo agora, mas estou garantindo o direito à vida e direitos básicos que são essenciais para eu correr atrás dos meus sonhos pelo resto do ano. Estou com a comunidade até o fim”, finaliza Isma.

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