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Revelado se filme de Bolsonaro, que estreia em setembro, foi produzido com dinheiro público

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As suspeitas relacionadas ao financiamento de Dark Horse, produção sobre a trajetória de Jair Bolsonaro, ganharam um novo capítulo na Justiça. Na segunda-feira (24), o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal (PF) a ter acesso ao inquérito conduzido pela Polícia Civil de São Paulo, que investiga possíveis irregularidades na origem dos recursos utilizados no filme. As informações são da revista VEJA.

A produção passou a ser alvo de questionamentos após a divulgação de conversas nas quais Flávio Bolsonaro teria pedido recursos a Daniel Vorcaro para viabilizar as filmagens. O ex-banqueiro destinou cerca de R$ 61 milhões ao projeto, que posteriormente passou a ser utilizado em disputas políticas envolvendo o nome do ex-presidente e presidenciável do PL.

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A GoUp, responsável pela produção do filme, contratou uma perícia para analisar as contas de Dark Horse. O trabalho, assinado pelo especialista Anísio Costa Castelo e concluído em junho, foi incorporado ao inquérito criminal.

Ainda segundo a Veja, a análise das notas fiscais apresentadas ao perito não identificou utilização de recursos públicos por meio da Lei Rouanet ou, de forma indireta, da Prefeitura de São Paulo pelo Instituto Conhecer Brasil. Segundo a perícia, o longa foi financiado integralmente com investimentos privados.

O levantamento estima que a produção tenha custado US$ 13,3 milhões, valor equivalente a pouco mais de R$ 75 milhões. Desse montante, US$ 9,6 milhões correspondem a despesas realizadas nos Estados Unidos, enquanto quase US$ 4 milhões foram gastos no Brasil.

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Ainda segundo a perícia, o fundo texano Havengate realizou um aporte de US$ 13,3 milhões, valor correspondente ao custo total estimado para a produção.

Foi o Havengate que recebeu os cerca de R$ 61 milhões destinados por Daniel Vorcaro. Entre as pessoas relacionadas ao fundo está Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro.

Com a decisão de Flávio Dino, a PF poderá acessar o inquérito da Polícia Civil que apura a origem e a movimentação dos recursos relacionados à produção. A investigação continua em andamento.

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